sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

10 estranhas dicas de sobrevivência que podem salvar sua vida

Como diria o ditado, para morrer, basta estar vivo. Uma simples viagem pode dar errado e você pode acabar preso nas garras da implacável fúria da natureza, com nada além de seu próprio bom senso e conselhos questionáveis desta lista para sair vivo.
De qualquer maneira, conselhos questionáveis são tecnicamente melhores do que nada. Por isso, confira dez dicas de sobrevivência incomuns que podem acabar salvando sua vida.

10. Pesca de cuspe


Uma constante na natureza é que você pode quase sempre encontrar um corpo de água – e, dentro dela, alimentos. Se você não sabe como pescar, ou não tem nenhum equipamento, tudo o que você precisa é de uma camisa e saliva. Uma maneira rápida de pegar peixinhos pequenos é usar sua camisa para improvisar uma rede sob a superfície da água e cuspir nela. Peixinhos são atraídos pelo cuspe, pensando que é comida. Quando eles se agruparem em frente de você, puxe sua camisa para fora da água. Você pode comê-los ou usá-los como isca para pegar peixes maiores.

9. Absorvente multitarefa


Absorventes internos são muito úteis para a sobrevivência na selva (e isso não é nem um pouco sarcástico). Isso porque ele tem quatro partes básicas: um tubo de plástico que o envolve, enchimento de algodão, uma cordinha, e um invólucro hermético. Para fazer uma rápida boia de pesca, abra o invólucro de um lado, puxe o absorvente para fora, amarre o invólucro fechado com uma bolha de ar no interior. Se não flutuar, coloque parte do algodão dentro da bolha. E isso não é tudo o que você pode fazer com um absorvente interno. O algodão o torna uma maneira perfeita de iniciar uma fogueira. O algodão no tubo plástico também pode se tornar um filtro de sedimentos pesados para água potável. No mínimo, o algodão absorvente se torna um curativo eficaz para cortes e arranhões. Talvez você deva colocar um absorvente em seu kit de sobrevivência.

8. Fogo do gelo


Imagine que você está preso em um deserto gelado e precisa de fogo. Felizmente, a mesma coisa que está te matando pode salvar a sua vida: o gelo. Uma lente de gelo capta a luz do sol e a concentra em um ponto, assim como uma lupa. Se esse ponto focal ficar quente o suficiente, e se estiver focado em algo seco e inflamável, começa uma chama. Para formar uma lente de gelo, você pode pegar um pedaço de gelo e girá-lo em torno da borda de um tubo. A extremidade do tubo circular esculpe as irregularidades, e, eventualmente, você acaba com uma esfera de gelo perfeita, que é essencialmente um tipo rústico de lente de Fresnel.

7. Bússola de relógio


Perder a direção pode ser um erro fatal, e a natureza não é exatamente misericordiosa. Se você estiver disposto a esperar um dia inteiro, você pode descobrir o oeste e o leste pela direção do sol poente, mas sem comida e água, o tempo é um luxo que você não pode ter. Por isso, você pode fazer uma bússola de um simples relógio. Se estiver no hemisfério norte, segure o relógio horizontalmente e aponte-o de forma que o ponteiro das horas esteja voltado para o sol. O ponto central entre o 12 e o ponteiro das horas é a sua linha norte/sul, com o norte de costas para o sol. Então, se o ponteiro das horas estiver apontando 4, por exemplo, o 2 seria o sul e o 8 o norte. Durante o horário de verão, você deve usar o 1 em vez do 12 para determinar a linha de centro. Se você estiver no hemisfério sul, oriente o 12 diretamente para o sol, e a linha norte/sul vai cortar diretamente entre o 12 e o ponteiro das horas.

6. Detector de metal


Este é um truque que pode ser usado em qualquer situação para se divertir um pouco, mas ainda é útil no sentido de sobrevivência se, digamos, seu cão enterrar as chaves de seu carro no meio do nada. Com um rádio portátil e uma calculadora de bolso, você pode fazer um detector de metal. É só colocar o rádio em AM e ajustá-lo para uma frequência que não pega nenhuma estação – quanto maior a frequência, melhor. O único som que deve sair é estática. Agora aumente o volume do rádio, pegue a calculadora na outra mão (que deve estar ligada), e angule os dois de forma que fiquem de frente um pro outro. No ângulo certo, a estática do rádio deve se tornar um leve zumbido (você vai perceber a diferença, mas pode ter que testar vários ângulos e distâncias entre a calculadora e o rádio antes). Se você passar este dispositivo improvisado sobre o solo, todo o metal enterrado relativamente perto da superfície irá aumentar o som do zumbido.

5. Água da sujeira


A água é sempre o recurso mais valioso – a maioria das pessoas morre de desidratação após três ou quatro dias sem o líquido. Você pode tentar obtê-lo diretamente a partir do solo. Você só precisa de uma lona ou um pedaço de plástico para recolher a água evaporada da terra. Cave um buraco em luz solar direta e arme sua lona sobre a abertura. Prenda as bordas com troncos, pedras, qualquer coisa que estiver disponível. Em seguida, e isso é importante, coloque um pouco de pedrinhas no meio da lona, já que isso puxa o plástico para baixo. Quando o sol bater na lona, o ar preso dentro do buraco aquecerá, e por sua vez evaporará a umidade na terra. Conforme a umidade aumentar, condensará na parte inferior da lona, partindo para o centro do ponto mais baixo. Qualquer objeto no chão logo abaixo deste ponto do buraco vai capturar a água destilada pura, uma vez que ela escorrer.

4. Fogo no buraco


Se você precisa sobreviver sem deixar que o inimigo saiba onde você está (canibais ou ursos, tanto faz), obviamente, uma fogueira está fora de questão. Ou não? Um fogo no buraco pode ser exatamente o que você precisa. Basicamente, você cava dois poços lado a lado no chão, com um túnel conectando-os. O fogo está em um poço, e o outro poço permite que ar e oxigênio cheguem até a fogueira através do túnel. Do ponto de vista prático, esta é também uma maneira ideal de se manter uma fogueira em condições de muito vento (mas você ainda pode fingir que está se escondendo de assassinos canibais, se você quiser).

3. Primeiros socorros


Isso é algo que você, honestamente, nunca deve tentar. Mas caso esteja em uma situação em que precise usar esse conhecimento, melhor tê-lo. Caso alguém esteja com um ferimento grave que tenha causado um furo em seu peito, é preciso tratá-lo imediatamente, pois geralmente é fatal. Mas digamos que você está muito longe do hospital mais próximo. Eis o que você pode fazer: encontrar um pedaço de plástico com o qual você pode selar o ferimento, de modo que a cavidade torácica em torno do pulmão não receba mais pressão do ar do que o próprio pulmão. Se isso acontecer, o pulmão vai entrar em colapso. Ao vedar o furo, deixe uma aba na parte inferior, que vai permitir que o ar saia através da ferida, sem entrar nela.

2. Plástico bolha


Se você está sofrendo de hipotermia, plástico bolha pode salvar sua vida. Aparentemente, as bolhas de ar no material criam um escudo isolante que mantém uma pessoa quente. Um estudo verificou que uma folha de plástico bolha foi cerca de 70% tão eficaz quanto três cobertores de algodão para isolar termicamente uma pessoa, e, uma vez que é feita de plástico, era ainda mais eficaz no vento e na chuva. Então, se você estiver preso em uma tempestade de neve sem ter para onde ir, pegue seu plástico bolha (e tente resistir ao impulso de estourar as bolhas se você ficar entediado esperando pelo resgate).

1. Camisinha salvadora


Preservativos podem nos fornecer comida, água, fogo e abrigo – os quatro elementos-chave da sobrevivência. Para começar, os preservativos fazem bons recipientes de armazenamento de água. Você ficaria surpreso com o quão grande eles podem ficar. Dois ou três preservativos cheios fornecem água suficiente para uma pessoa durante uma semana. Os preservativos também queimam. Um preservativo de látex acende instantaneamente, tornando-se perfeito para começar uma fogueira. E uma vez que eles são à prova d’água por natureza, também podem ser usados para transportar com segurança qualquer coisa. Você também pode usar preservativos como corda para amarrar uma lona e formar uma cabana, ou até mesmo transformá-los em um estilingue para caçar pequenos animais.


Google anuncia testes do Projeto Ara, smartphone ‘montado’ pelo usuário


Google revelou o início dos testes com o Projeto Ara, smartphone com peças intercambiáveis montado pelo usuário, apresentado em julho do ano passado. O anúncio foi feito durante a Conferência de Desenvolvedores Ara, que aconteceu nesta quarta-feira (14), no Condado de Mountain View, Califórnia (EUA). Paul Eremenko, líder do projeto, disse que o protótipo terá cobertura 4G e será lançado primeiro em Porto Rico, através das operadoras Open Mobile e Claro.
O piloto apresentado na conferência recebe o nome de Spiral 3. Eremenko declarou que podemos esperar que ele “iguale ou exceda as funcionalidades de um smartphone com tecnologia de ponta de hoje”. Segundo ele, o protótipo terá de 20 a 30 módulos disponíveis para serem desenvolvidos por terceiros e acompanhará bateria com autonomia de um dia inteiro, além de câmera high-end e suporte à rede LTE.
A ideia do projeto é possibilitar um smartphone com peças oriundas de vários fabricantes. O usuário poderá inserir câmera de um empresa, tela de outra e processador de uma terceira, construindo o melhor telefone para si. O Google será o responsável pelo conjunto onde as partes estarão reunidas, bem como pelo software que garantirá que tudo seja compatível. A expectativa é que o Ara acelere o desenvolvimento na criação de componentes separados que compõem um celular.
Na ilha caribenha, os telefones Ara serão vendidos através de caminhões posicionados em diversos lugares. Eles serão equipados com impressoras 3D e de sublimação de tinta, permitindo a personalização do aparelho direto no ponto de venda. O Google diz que deseja que o tempo de customização seja menor de cinco minutos. Para quem não quiser esperar, também haverá versão pré-desenhada pronta para uso.
Veja o vídeo de divulgação:

Fonte: De Raquel Freire para o TechTudo

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Plasmônica: a nova revolução tecnológica



Plasmônica – o conceito
É área de estudo e aplicação da transferência de informações em estruturas manométricas que se dá por meio de plasmons de superfície.
Plasmons
Em física, um plasmon é um quantum de oscilação de plasma cujas propriedades são derivadas diretamente das equações de Maxwell.
Para entendermos o que vem a ser esse tal de plasma, vamos imaginar uma placa metálica imersa em um campo elétrico cuja orientação das linhas de campo seja dada para a direita.
Nós sabemos que os metais apresentam como base de suas ligações químicas os denominados “elétrons livres” que correspondem a uma nuvem de elétrons que se libertam de sua órbita ao redor do núcleo atômico e navegam por todo o retículo metálico
Como o metal está submetido a um campo elétrico externo aplicado para direita os elétrons livres do material metálico se moverão para o lado esquerdo ao mesmo tempo que serão formados íons positivos no lado direito (que são na verdade núcleos atômicos que perderam sua cobertura eletrônica).
Grosso modo esses elétrons livres em movimento, também denominado gás eletrônico, compõe em física um tipo de plasma.
Agora, se o campo elétrico for removido, os elétrons irão se deslocar para a direita, em função da repulsão mútua exercida entre eles e também devido à atração exercida pelas cargas dos íons positivos.
Observamos aí uma oscilação esquerda-direita desses elétrons livres (que também acabam gerando seu próprio campo elétrico oscilante) síncrona à flutuação do campo elétrico externo.
Assim, podemos caracterizar os plasmons como quantizações dessas oscilações eletrônicas.

Plasmon de superfície

Essas oscilações do gás eletrônico desempenham um papel importante nas propriedades ópticas dos metais.
Por exemplo, todo o raio luminoso cuja frequência de onda seja inferior à frequência desta oscilação do gás eletrônico será refletida. Enquanto que raios luminosos com frequências superiores a da oscilação do plasma serão transmitidos.
Na maioria dos metais, a frequência de oscilação do plasma está na faixa do ultravioleta por isso os metais apresentam seu brilho característico na faixa da luz visível.
Já o cobre e o ouro apresentam transições eletrônicas interbandas na gama do espectro visível dando origem às suas cores típicas.
Todo o plasmon que interage fortemente com a luz por estarem confinados à superfície do condutor ou semicondutor são denominados de “plasmons de superfície” e podem ser conceituados como quantizações das oscilações coerentes de elétrons livres que existem na interface de dois materiais, geralmente um condutor e um isolante elétrico.
A existência de plasmons de superfície foi prevista em 1957 nos estudos de Rufus Ritchie sendo aprimorado seu conceito nas décadas seguintes graças aos trabalhos de T. Turbadar Heinz Raether, E. Kretschmann e A. Otto.
As aplicações dessa área são as mais diversas. Abaixo as mais promissoras
Sensores moleculares
São dispositivos capazes de detectar os mais variados tipos de moléculas dentro das mais variadas misturas. Possibilitam o estudo da dinâmica dos processos bioquímicos, bem como o controle de qualidade nos processos fabris. Um exemplo, já na fase de protótipo é o de um dispositivo capaz de detectar o teor de caseína na industrialização do leite.
Outro exemplo, é a aplicação de sensores moleculares na pesquisa de cosméticos feita pela L’Oréal.
Transdutores Ópticos-eletrônicos
Plasmons estão sendo consideradas como um meio de transmitir informações entre chips de computadores, bem como acelerar os processos internos de troca de informações e construir interfaces entre os sistemas ópticos e os eletrônicos
Conversores foto-eletrônicos

Estudos apontam para mais uma revolução na tecnologia dos LEDS e nos dispositivos de transformação de energia solar em elétrica – o sonho de energia limpa e barata.

Artigo de Mustafá Ali Kanso

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Entenda a crise na Rússia e possíveis efeitos no Brasil

Rublo despenca e gera temores de nova crise financeira como a de 1998.
Temor de contágio financeiro afeta países emergentes como o Brasil.





A forte desvalorização do rublo tem provocado turbulência nos mercados internacionais, sobretudo em países emergentes como o Brasil, e gerado temores de uma nova crise financeira como a de 1998, quando a Rússia declarou moratória de sua dívida, afetando a economia mundial.

A moeda russa vem sendo pressionada, principalmente, pela acentuada queda nos preços do petróleo – principal fonte de recursos de Moscou – e pelas sanções ocidentais impostas ao país por conta da atuação do governo de Vladimir Putin na Ucrânia.

A desconfiança é tamanha que nem mesmo um aumento de 6,5 pontos percentuais na taxa de juros, de 10,5% para 17% ao ano, foi capaz de evitar que a moeda atingisse mínimas recordes. Na terça-feira (16), o rublo perdeu 11% frente ao dólar, a queda diária mais aguda desde a crise financeira da Rússia em 1998. No ano, a moeda já acumula desvalorização de mais de 50%.

“O rublo vale o que vale o poder de Putin no mercado”, resumiu o jornal independente russo Novaya Gazeta.

Para tentar evitar o colapso do rublo, o Banco Central russo tem anunciado medidas como a venda diária de bilhões de dólares em divisas estrangeiras, mas obteve pouco sucesso até o momento.

Dependência do petróleo
O país, que já é afetado pela inflação, caminha agora para uma recessão, à medida que as altas taxas de juros devem prejudicar o crescimento. A Rússia pode ver sua economia recuar em até 5% em 2015 se os preços do petróleo não passarem dos US$ 60, segundo alertou o próprio banco central russo.

Petróleo e gás representam cerca de dois terços das exportações russas, de cerca de US$ 530 bilhões ao ano. Sem eles, o país teria um grande déficit comercial e de transações financeiras, e passaria a ter grande dificuldade de honrar seus compromissos e manter o atual patamar de importações.

Por enquanto, trata-se de uma crise cambial. Mas o temor de calote e o mau humor de investidores estrangeiros avessos a riscos já provoca fuga de capitais para títulos de dívidas soberanas considerados mais seguros.
E o Brasil?
É neste contexto de temor de contágio financeiro que a turbulência russa também afeta outros países emergentes como o Brasil. O real brasileiro e a lira turca, por exemplo, também têm se desvalorizado ante o dólar. Mas, por enquanto, uma situação de crise em cascata parece distante, uma vez que muitos deles acumularam reservas significativas, capazes de amortecer choques externos. As reservas do Brasil, por exemplo, estão em cerca de US$ 375 bilhões.

Segundo a agência de classificação de risco Fitch, no momento, os países mais vulneráveis seriam aqueles com forte dependência de exportação de petróleo como Venezuela, Nigéria e Bahrein.

Comércio Brasil-Rússia
No caso do Brasil, o principal reflexo até o momento tem sido o mau humor generalizado dos investidores em relação aos emergentes, sobretudo os exportadores de matéria-prima, que já vinham sofrendo com o cenário de crescimento menor da China e de estagnação na Europa.

Um agravamento da crise, entretanto, tende a afetar a capacidade russa de importar e, consequentemente, reduzir as exportações brasileiras para a Rússia.

No acumulado no ano até novembro, o comércio bilateral Brasil-Rússia soma US$ 6,3 bilhões. Embora as vendas para o país representem menos de 2% das exportações brasileiras, as compras russas saltaram 33% neste ano na comparação com 2013, impulsionadas pela maior abertura aos produtos agropecuários brasileiros, principalmente carne bovina e suína, após ter decidido proibir a importação de alimentos e produtos agrícolas da União Europeia e dos Estados Unidos em retaliação a resistência desses países em aceitar a anexação da Crimeia pelo Kremlin.

As vendas de carne bovina e suína para a Rússia no ano até novembro somaram quase R$ 2 bilhões, representando cerca de 55% das exportações brasileiras para o país (US$ 3,53 bilhões).

Do outro lado da balança, as importações brasileiras da Rússia cresceram cerca de 10% ano, somando até novembro US$ 2,7 bilhões. Os principais produtos comprados da Rússia são matérias-primas e insumos para a indústria como cloreto de potássio, diidrogenofosfato de amônio, alumínio, nitrato de amônio e diesel.
Fonte: G1

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Retrospectiva: os 10 maiores momentos da tecnologia em 2014

Bem, amigos do blog. Estamos chegando ao final de mais um ano. É hora de, como fizemos em 2012 e em 2013, relembrar os principais acontecimentos do mundo da tecnologia. Vamos a eles.
10. iOS 8 e iPhone grande
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O iOS 8 é um refinamento do iOS 7. Não é radical como o antecessor. Mas trouxe duas coisas que chamaram a atenção. A primeira é o sistema Apple Pay, que permite pagar coisas usando o iPhone - e já nasceu aceito em 200 mil estabelecimentos comerciais dos EUA. Graças à força de negociação da Apple, é a primeira vez que uma tecnologia do tipo tem chance de dar certo (o Google já tentou, e fracassou). A outra novidade é menos visível, mas até mais impactante: são as chamadas "extensões" do iOS 8. Elas permitem que os aplicativos troquem informações entre si. Isso torna mais fácil mandar um link por Whatsapp ou salvar um texto no Instapaper, por exemplo. Nessas situações, o iOS passou a funcionar do mesmo jeito que o Android. Impressão reforçada, aliás, pelo esperado lançamento do iPhone 6 - cuja tela maior finalmente equipara a Apple ao tamanho que virou padrão nos Android, 4,7 polegadas.

9. Apple Watch
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Ok, ele ainda nem foi lançado. E na primeira demonstração do relógio, em setembro, a Apple nem mostrou direito como ele funciona ou o que realmente pode fazer. Mas o que exibiu foi o suficiente para impressionar. O Apple Watch parece melhor e mais elegante que os smartwatches já no mercado, como os modelos da LG, Samsung, Sony e Motorola. Se de fato será, só saberemos em 2015. Nem a própria Apple parece totalmente segura do caminho a seguir. Tanto que, numa medida surpreendente, liberou a API (interface de programação) do relógio antes mesmo de lançá-lo, para que terceiros já se adiantem e desenvolvam apps para ele. Isso inverte totalmente a lógica do iPhone - que nasceu fechado, e só depois de muita insistência foi aberto para aplicativos de terceiros. Novos tempos.

8. A reação da Microsoft
Nas últimas três décadas, a Microsoft errou com certa frequência; algumas vezes, errou feio. Mas não pode ser acusada de teimosia. A história da empresa está cheia de episódios em que ela se deu conta do que tinha feito, corrigiu os próprios erros e deu a volta por cima. Em 2014, isso aconteceu duas vezes. Primeiro foi o reposicionamento do Xbox One. A Microsoft resolveu empurrar o sensor Kinect junto com o console - que, por isso, saiu custando mais caro do que o PlayStation 4 (nos EUA e no mercado cinza brasileiro). Essa diferença, e uma certa desvantagem de potência, fizeram o Xbox One ficar bem para trás do PS4 em vendas. Mas a Microsoft descartou o Kinect, abaixou o preço, investiu em jogos exclusivos e reagiu. Pelos últimos números, tem 10 milhões de consoles vendidos (contra 14 da Sony). Ainda está atrás, mas está diminuindo a diferença. A outra mudança foi no Windows, cuja nova versão finalmente traz de volta o tradicional Menu Iniciar. Ou seja, volta a funcionar como o Windows tradicional. Tá certíssimo.

7. A ultravigilância do Google
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Se você usa celular Android, o Google mantém um relatório com todos os lugares onde você esteve. Todos mesmo, em todos os minutos de todos os dias da sua vida. E você pode ver tudo com os seus próprios olhos. Essa constatação desagradável, a que chegamos em agosto, deu o que falar - o post foi o mais lido do ano neste blog, com mais de 740 mil acessos. Parece que o monitoramento constante que todos sofremos na internet, nas redes sociais e nos smartphones finalmente começou a incomodar.

6. Material Design
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A Apple é boa em design, mas é fraca em serviços online. O Google é bom em serviços online, mas é fraco em design. Essa sempre foi a relação de forças entre as duas empresas. Em 2014, ela mudou - porque o Google finalmente acertou a mão no design. Quatro anos depois de ser contratado, o chileno Matias Duarte (que era da Palm) finalmente conseguiu transformar a aparência dos produtos do Google, que hoje são reconhecidos pela beleza e pela consistência visual. Esse processo teve seu apogeu com a introdução da Material Design, a linguagem visual adotada em todos os produtos do Google - do Gmail ao Android. É muito bonita, e não deixa nada a dever para o iOS.

5. A volta da realidade virtual
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Lembro da primeira vez em que usei um aparelho de realidade virtual. Foi um capacete Virtuality, nos anos 90. Eu era criança, e achei incrível. A mídia não parava de falar em realidade virtual, em como ela iria ser a grande revolução tecnológica da humanidade, etc e tal (meio como hoje se refere às redes sociais, mas isso é outra história). O fato é que o tempo foi passando, e ninguém encontrou uma utilidade concreta para a RV. Ou melhor: utilidade, até que sim. Mas faltava o poder de processamento para gerar cenários virtuais convincentes - o pulo dos gráficos tosquinhos para o fotorrealismo se mostrou muito maior e mais difícil do que o imaginado. Mas agora, 20 anos depois, a realidade virtual parece estar renascendo. Em março o Facebook anunciou a compra, por US$ 2 bilhões, da Oculus Rift - que está desenvolvendo um sistema de RV bem legal. E a Sony revelou o Project Morpheus, um capacete de RV para o PlayStation 4 que pode ser lançado no ano que vem.

4. O caso Heartbleed
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Falhas de segurança aparecem todos os dias. Mas nunca existiu uma tão grande. Batizada de Heartbleed, a brecha afetou nada menos do que 66% de todos os sites da internet - se você tivesse conta em algum deles, a sua senha poderia ser roubada. Aos poucos, o problema foi sendo consertado. O interessante é que a National Security Agency, a superagência de espionagem americana, tinha conhecimento da falha e a explorava desde 2012 para acessar as contas das pessoas que desejava monitorar. Como ela provavelmente tem, hoje, acesso a outras brechas que não são de conhecimento público.

3. A morte da Nokia
A Nokia foi vendida para a Microsoft em 2013, mas teve alguma sobrevida - este ano, chegou até a lançar um celular Android (coisa que poderia ter salvo a empresa). Mas finalmente acabou. Em setembro, a Microsoft matou a marca Nokia, cujo nome deixou de ser usado nos celulares que ela vende nos EUA. No Brasil, isso ainda não aconteceu, mas parece questão de tempo. Em novembro, o que sobrou da Nokia até ensaiou uma volta, com o lançamento do tablet N1. Mas é um aparelho meio genérico, que mais parece uma cópia do iPad Mini - e é fabricado pela chinesa Foxconn. Não é um verdadeiro Nokia.

2. O Facebook nas eleições
Uau. Mesmo agora, dois meses após o pleito, ainda há uma névoa de ressaca - e gente de cabeça e orelhas quentes pelo que falou e ouviu no Facebook durante as eleições. As pessoas se engalfinharam com uma gana imprevisível. Foram semanas de quebra-pau explícito, em que cada lado defendia sua posição política com alguns argumentos, vários insultos e muito ardor. Pessoas bloquearam umas às outras, amizades (virtuais e reais) se desfizeram. Todo mundo acabou se envolvendo, ou sendo afetado, pelas brigas políticas de Facebook. Até quem não queria se meter nelas, mas viu a própria timeline tomada pelo fogo do Fla-Flu eleitoral - atiçado pelo farto compartilhamento de links com informações, tanto falsas quanto verdadeiras. Foi a primeira eleição a mexer de verdade com as redes sociais (e a ser, menos porém relevantemente, influenciada por elas). Vamos ver como serão as próximas.

1. "Ela"
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Sabe aquelas coisas que estão bem na sua frente, mas você só enxerga quando alguém as destaca? São como elefantes invisíveis. Em 2014, o filme "Ela" fez isso com o maior do nosso tempo: os efeitos colaterais da tecnologia. Como a vida hiperconectada está alterando as emoções e os relacionamentos humanos - e o que vai acontecer conosco daqui a alguns anos, com a evolução desse processo (spoiler: não coisa boa). Uma transformação que já estamos vivendo, que sentimos em todos os momentos do dia, e sobre a qual conversamos melhor neste texto aqui. Se você não leu, leia. Se não viu o filme, veja. Sempre há tempo para refletir e mudar as coisas.

Fonte: Bruno Garattoni

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Programa Cinema Perto de Você anuncia investimento de R$ 9,8 milhões


Brasília - O Banco Nacional do Desenvolvimento aprovou, na semana passada, o financiamento no valor de R$ 9,8 milhões para o Grupo Moviecom.
O investimento faz parte do Programa Cinema Perto de Você e beneficiará três complexos cinematográficos nas cidades de Ipatinga (MG), Araraquara (SP) e Taubaté (SP).
O projeto de Ipatinga, no Shopping Vale do Aço, prevê a instalação de quatro salas de exibição, com um total de 765 assentos.
Em Araraquara, o complexo a ser implantado no Shopping Jaraguá contará com cinco salas, totalizando 856 lugares.
Já o complexo do Shopping Taubaté, com cinco salas de exibição e capacidade total para 1164 espectadores, foi inaugurado em setembro deste ano.
Na operação, foram utilizados recursos do Fundo Setorial do Audiovisual - FSA e do Programa BNDES para o Desenvolvimento da Cultura - BNDES Procult.
A iniciativa
O Programa Cinema Perto de Você, instituído pela Lei 12.599/2012, foi criado com o objetivo de ampliar o mercado interno de cinema e acelerar a implantação de salas em todo o Brasil. Ele é gerenciado pela Ancine em parceria com o BNDES, agente financeiro das linhas de crédito e financiamento.
O objetivo é fortalecer as empresas do setor, apoiando a expansão do parque exibidor e sua atualização tecnológica, e, assim, facilitar o acesso da população às obras audiovisuais por meio da abertura de salas em cidades de porte médio e bairros populares das grandes cidades.
Para mais informações, acesse o site do Programa Cinema Perto de Você.