segunda-feira, 13 de maio de 2013

Garantia estendida: vale a pena contratar ou não esse serviço?



A oferta de garantia estendida tem se tornado cada vez mais comum na hora de comprar produtos como: automóveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos… Em muitos casos, o consumidor compra o serviço sem informação adequada, ou seja, sem clareza do que está adquirindo.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, consultamos a Assessoria de Imprensa do Procon Campinas. Assim, a Assessora Regina Pitta explicou que a garantia estendida é um tipo de seguro regulamentado pela Superintendência de Seguros Privados – SESEP e tem por finalidade complementar a garantia do produto ou ampliar essa garantia.
O PROCON campinas chama a atenção que em muitos casos, a garantia estendida não é igual a original podendo variar de acordo com o contrato. Por isso é importante o consumidor ler esse documento cuidadosamente. “Se a finalidade da garantia é aumentar o prazo da garantia do fabricante, ela começa a valer ao término da garantia contratual do produto. No entanto, se ela é complementar, começa a valer ao mesmo tempo em que a garantia fornecida pelo fabricante, por isso, a importância de ser ler a apólice antes de contratar o serviço”, explica Regina.
Antes de contratar a garantia estendida é preciso levar em consideração o custo benefício dela, essa modalidade de seguro não é barata e dependendo do preço do bem não vale a pena contratar. Todavia, há produtos cujo reparo costuma ser elevado, como aparelhos televisores, por exemplo, e a garantia estendida, neste caso, pode ser mais vantajosa para o consumidor. Assim Pitta recomenda:  “é importante que o consumidor faça a comparação custo X benefício, observando o prazo de garantia oferecido pelo fabricante, o tempo de vida útil do produto a ser comprado, o valor a ser pago pelo seguro.”
Muitos consumidores entendem que a garantia estendida exime a responsabilidade do fabricante em caso de vício oculto. No entanto,  o Procon Campinas esclarece:  “quando a questão do produto é vicio oculto, o artigo 26 § 3º do CDC diz que o prazo decadencial para reclamá-los inicia após a evidência do defeito (vício). O prazo para reclamar é de 30 dias para produtos não duráveis e 90 para duráveis. E, uma vez evidenciado o vício o consumidor,  conforme artigo 18,  deve levá-lo para ser reparado pelo fabricante. Pode acontecer de o consumidor ter contratado a garantia estendida e na hora de consertar o bem a assistência identifique que é vício oculto e oriente o consumidor a contatar o fabricante. O prazo para reparo conforme o  CDC é de 30 dias (art. 18 § 1º).”
Por último a assessoria aconselha: “Os consumidores devem tomar bastante cuidado na hora de contrata esse serviço como:  ler com cautela a apólice ante de assinar, ver se a empresa que oferta a garantia estendida tem reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, verificar se o custo benefício é interessante, observar a cláusula de exclusão,  formas de cancelamento do contrato, ver se a rede de atendimento da garantia atende na cidade onde reside e nunca assinar contrato em branco. Deve-se  sempre pedir uma cópia da apólice assinada pelas partes, pois é uma forma de provar a contratação do  serviço.”
 Tomando esses cuidados, você evita problemas futuros com esse serviço.
Fonte: portaldoconsumidor

Mito ou realidade: bebida alcoólica mata seus neurônios?



Quem já acordou de ressaca sabe o que é imaginar o álcool literalmente matando cada uma de suas células cerebrais. Felizmente, apesar de bebidas alcoólicas poderem realmente prejudicar o cérebro de muitas maneiras, matar diretamente neurônios não é uma delas.
O cérebro é composto de células nervosas (neurônios) e células gliais. Estas células se comunicam umas com as outras, enviando sinais a partir de uma parte do cérebro para outra, dizendo a seu corpo o que fazer. Elas nos permitem aprender, pensar, experimentar, sentir emoções e controlar o movimento do nosso corpo.
Os efeitos do álcool podem ser vistos no nosso cérebro mesmo depois de apenas alguns drinques, nos fazendo sentir embriaguez. Mas esses sintomas são temporários e reversíveis. E quanto aos permanentes?

Benefícios

Evidências atuais sugerem que o álcool não mata as células cerebrais diretamente. Há até alguma evidência de que o consumo moderado da substância está ligado à função mental melhorada.
Um estudo de 2005 feito na Austrália com 7.500 pessoas de três grupos etários (20, 40 e 60 anos) descobriu que bebedores moderados (até 14 drinques para homens e 7 para mulheres por semana) tinham melhor funcionamento cognitivo do que não bebedores, bebedores ocasionais e bebedores pesados.
O problema é que, se a pessoa exagerar, os benefícios não aparecem – e muitos malefícios ficam.

Malefícios

Mesmo o consumo moderado do álcool pode prejudicar a plasticidade cerebral e a produção de células.
Pesquisadores dos Estados Unidos deram álcool a ratos durante um período de duas semanas para aumentar a concentração dessa substância no sangue dos animais para cerca de 0,08. Embora este nível não tenha prejudicado suas habilidades motoras ou de aprendizagem de curto prazo, impactou a capacidade do cérebro dos ratos de produzir e manter novas células, reduzindo a produção de novas células cerebrais em quase 40%.
Sendo assim, precisamos proteger nosso cérebro da melhor forma possível.
Isso porque o excesso de álcool, sem dúvida, danifica as células e a função do cérebro. Segundo uma escala de danos causados a uma pessoa e a sociedade em geral, concebida por um grupo de cientistas especialistas no assunto, o álcool é a droga mais nociva do mundo.
Seu consumo pesado durante longos períodos pode danificar as conexões entre as células cerebrais. Também pode afetar a forma como o seu corpo funciona. Pode provocar atrofia ou encolhimento cerebral, como pode ser visto nas doenças cerebrais como derrame e Alzheimer.
Há um debate sobre se o dano cerebral permanente é causado direta ou indiretamente. Sabemos, por exemplo, que a doença hepática grave (cirrose) tem um efeito indireto sobre o cérebro. Quando o fígado está danificado, ele não é mais eficaz em processar toxinas para torná-las inofensivas. Como resultado, as toxinas venenosas atingem o cérebro, e podem causar encefalopatia hepática (declínio da função cerebral). Isso pode resultar em alterações da cognição e da personalidade, interrupção do sono e até mesmo coma e morte.
O alcoolismo também está associado a deficiências nutricionais e de absorção. A falta de vitamina B1 (tiamina) causa transtornos cerebrais como encefalopatia de Wernicke (que se manifesta em confusão, instabilidade, paralisia dos movimentos oculares) e síndrome de Korsakoff (os pacientes perdem a memória de curto prazo e coordenação).
E não é só o cérebro e o fígado que são prejudicados pelo álcool. Pesquisas de universidades britânicas revelaram que o órgão mais afetado do corpo é o coração. O alcoolismo pode levar a um aumento de pressão sanguínea, insuficiência cardíaca e infarto, além da temível miocardiopatia, na qual o músculo do coração incha e torna a vida do portador um eterno sobressalto quanto à chance de uma parada cardíaca.
Além disso, o risco de câncer de mama aumenta entre 7% e 12% para cada 10g de álcool ingerido por dia. Em uma semana, 100g de álcool no organismo representam 19% a mais de chances de câncer colorretal. De acordo com um estudo, a cada ano 13 mil britânicos (dos quais 4 mil mulheres) contraem câncer devido ao consumo exagerado de bebidas.
Além dos malefícios físicos conhecidos que o álcool pode causar, estudos também apontam que o abuso da substância, principalmente na adolescência, leva a mau desempenho escolar ou acadêmico. Um estudo realizado na Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA) afirmou que quanto mais cedo alguém começa a abusar das drogas e do álcool, menores são as chances da pessoa avançar na escolaridade e chegar a fazer uma faculdade ou até completar o ensino médio, por exemplo.

Recomendação de consumo

Para reduzir o risco de danos devido ao álcool, como doenças ou lesões, o National Health and Medical Research Council, da Austrália, recomenda que adultos saudáveis não bebam mais que dois drinques em qualquer dia.
Beber com menos frequência (como semanalmente, em vez de diariamente) e beber menos em cada ocasião reduz o seu risco de vida. Para evitar lesões relacionadas com o álcool, os adultos não devem beber mais de quatro doses em uma única ocasião. Isto se aplica a ambos os sexos, porque enquanto as mulheres se embriagam com menos álcool, os homens tendem a assumir mais riscos e ter efeitos mais prejudiciais.
Para mulheres grávidas e jovens com idade inferior a 18 anos, não beber é a opção mais segura.
Para receber benefícios, em geral, especialistas recomendam que mulheres saudáveis não bebam mais de três drinques em uma ocasião, ou sete doses por semana. Os homens saudáveis com 65 anos ou menos não devem beber mais de quatro doses por ocasião, ou 14 doses por semana. Homens saudáveis com mais de 65 anos não devem beber mais de três drinques por ocasião, ou sete doses por semana.
Uma cerveja de 354,88 ml, um copo de vinho de 147,87 ml, ou um copo de aguardente de 44,36 ml contam como um drinque ou dose.[MedicalXpress]
Fonte: hypescience - Por  em 13.03.2013 as 14:30

Derrubando o mito do QI

Durante décadas, o teste de QI foi considerado a melhor (e, por alguns, a única) maneira de medir a inteligência de uma pessoa. Mais recentemente, contudo, pesquisadores de diversas áreas (em especial da psicologia) passaram a questionar a ideia, propondo que há vários tipos de inteligência, e não apenas um.
Para tirar de vez a “supremacia” do QI, pesquisadores dos Estados Unidos analisaram mais de 100 mil pessoas de várias idades e regiões do mundo. Por meio de 12 testes cognitivos, eles avaliaram memória, raciocínio, atenção e capacidade de planejamento.
“No passado, quando as pessoas tentaram examinar como a inteligência se relaciona com o cérebro, elas geralmente assumiram que há uma forma de inteligência dominante que se encontra em um sistema específico do cérebro”, explica Adam Hampshire, um dos autores do estudo. “O que nós descobrimos é que as regiões cerebrais relacionadas com o que quer que seja o tal ‘Fator G’ – a inteligência geral – na verdade abrigam vários sistemas especializados, e não apenas um”.
O sistema em que se baseiam os testes de QI, por não considerar essa variedade de “inteligências”, não poderia trazer resultados abrangentes o suficiente.
De acordo com o estudo feito por Hampshire e seus colegas, há pelo menos três componentes que influenciam a inteligência de uma pessoa: memória de curto prazo, capacidade de raciocínio e aptidão verbal.
A grande variedade de participantes deu aos pesquisadores uma boa noção de como diversos fatores (idade, gênero, nacionalidade, frequência com que a pessoa joga videogame) podem interferir nesses três componentes e, portanto, na inteligência da pessoa – idade avançada tende a prejudicar a memória, enquanto o hábito de jogar videogame pode ajudar a desenvolver a capacidade de raciocínio, por exemplo.
“As pessoas deveriam ser céticas diante de relatos de diferenças de QI entre populações; não deveria ser uma medida única”, aponta Hampshire. “Examinar as correlações sociodemográficas em detalhe vai ajudar a entender melhor [as diferenças entre populações]“.[Medical Xpress, Neuron]
Por  em 12.05.2013 as 13:00

Consumismo e as cumbucas pós-modernas

Em janeiro de 2011 adquiri por um preço módico um desses “smartphones” queridinhos da moda numa promoção realizada por uma operadora.
Muitos colegas de trabalho, clientes, alunos e até familiares elogiaram minha aquisição, citando todas as inegáveis vantagens dessa “maravilha da tecnologia”:
  • Além de telefone é máquina fotográfica;
  • É também computador,
  • Possibilita o acesso à internet,
  • Possui GPS integrado,
  • Pode carregar e-books, ler e enviar e-mails,
  • Etc., etc., etc.
Ficando cada vez mais surpreso com minha inteligência e meu senso de oportunidade por tê-lo comprado. (Hoje vejo que a inteligência e o senso de oportunidade foi de quem me vendeu o aparelho).
De fato fiquei muito feliz com a compra naquela ocasião.
Fui órfão dos “Pocket-PCs” por muito tempo e quando pude aliar telefone ao computador numa única gerigonça portátil, fácil de carregar pelos aeroportos da vida, tornando-se tábuas de salvação em intermináveis horas de espera em “check ins” por esse mundo afora, comecei a ter fé nos tecnólogos de plantão.
Sem perceber que eu tinha sido fisgado vivi o sonho durante um semestre.
Em agosto de 2011 o mesmo aparelho ainda figurava em minha aljava e meus antigos admiradores transformaram-se em meus inquisidores:
- Ainda com o mesmo aparelho?
- Não vai trocar?
- Já chegou o novo modelo, sabia?
- Deixa de ser pão-duro!
E assim por diante.
Eu nem cogitava trocar de aparelho.
Afinal o pobrezinho estava praticamente novo e atendia todas as minhas necessidades.
Quando manifestei essa ideia de gente comedida – que só compra coisas que realmente necessita – quase fui crucificado.
A lição do pós-modernismo é simples:
- Mantenha seu status a qualquer preço.
Afinal a imagem de pessoa “antenada” que eu havia conquistado não tinha preço!
Em verdade tinha preço, sim! – e era muito alto.
Ora, dane-se!  Afinal eu “podia” comprar um aparelho novo!  Eu trabalhava para isso. Para me proporcional esse conforto.
O fato de que o antigo continuasse atendendo minhas necessidades era apenas um detalhe. Eu poderia vendê-lo, doá-lo, etc.
- Afinal, o novo modelo era mais bonitinho e tinha uma tela 0,25 polegadas maior!
Com esses e outros pensamentos, confesso que quase sucumbi à tentação – mesmo percebendo a sutil armadilha do consumismo:
- Tentado fazer com que eu preenchesse com coisas materiais um vazio que não poderia nunca ser preenchido com coisas materiais.
Eu sabia que o telefone era apenas a ponta do iceberg. Teria o carro zero, a moto, o trailer, o barco, a casa de praia, a casa de campo, a casa da montanha, a casa da serra, a casa do bosque…
De repente entendi por que meu vizinho trabalhava muito, fazendo o que não gostava, para comprar tantas coisas que não precisava:
- Ele queria muito impressionar um monte de pessoas que não conhecia!
Acho que devido a esse exemplo de obsessão e infelicidade que grassava ao meu lado eu não me conformava com a ideia:
Por que estourar meu cartão de crédito para comprar coisas que eu não preciso?
Sem tantas contas para pagar eu posso trabalhar menos. Ter mais tempo para descansar, curtir a família e os amigos.
Ser um pouco mais livre e  ter um pouco mais de vida, afinal!
Para concluir,
Uma releitura de uma das fábulas de Louis Pauwels,  de como as antigas tribos caçavam os macacos que compunham parte de seu cardápio:
Eles amarravam nos coqueiros preferidos desses primatas algumas cumbucas, todas cheias de pistaches.
No entanto, a abertura de cada cumbuca era estreita o suficiente para permitir a passagem de apenas uma das mãos – e esta – sempre estando aberta.
Uma vez que o animalzinho fechasse sua mão sobre a prenda, o punho assim cerrado ficaria preso no estrangulamento da cumbuca, aprisionando, por sua vez, o próprio animal.
Evidentemente se o animal abrisse a mão, ele escaparia facilmente. No entanto, seu instinto não o permitia.
E assim, ficava o infeliz aprisionado à cumbuca, gritando, forçando suas amarras, sem abrir sua mão e, portanto, sem conseguir escapar de seu destino.
Por vezes eu flagro boa parte da humanidade nessa mesma situação:
- Sendo prisioneira de seus pertences.
E nas palavras de Pauwels:
“- É necessário apalpar, examinar os frutos-armadilhas, depois afastarmo-nos com rapidez. Satisfeita a curiosidade, convém dirigir imediatamente a nossa atenção para o mundo em que estamos, recuperar a nossa liberdade e a nossa lucidez, retomar o caminho sobre a Terra dos Homens da qual fazemos parte.”
Por  em 13.05.2013 as 0:54

domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães





DIA DA MÃES - HOMENAGEM ESPECIAL

Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.
Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.

Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar...
Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.
Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.

(Trecho do livro Minha mãe, meu mundo)
Anderson Cavalcante

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pesquisadores conseguem extrair energia elétrica de plantas



Do Reino Vegetal é possível extrair alimentos, remédios, fragrâncias e... energia elétrica! Sim, os pesquisadores da Universidade de Georgia (UGA) resolveram extrair eletricidade das plantas, segundo um estudo publicado no Journal Energy and Environmental Science. A pesquisa revela que as folhas funcionam como eficientes placas solares durante a fotossíntese.
Os professores explicam que, durante a fotossíntese, as plantas usam a luz solar para dividir átomos de água em hidrogênio e oxigênio. É nesta fase que produzem elétrons, os quais ao serem recém-liberados produziriam açúcares que servem de alimento para as próprias plantas.
"Nós desenvolvemos uma maneira de interromper a fotossíntese, para que possamos capturar os elétrons antes que a planta use-os", explicou o autor da pesquisa Ramaraja Ramasamy, professor da UGA College of Engeneering e membro do Núcleo de Nanociência.
Em geral, as placas solares tradicionais têm entre 12% e 17% de eficiência quântica - a maioria das plantas consegue aproveitar 100%. Ou seja, para cada fóton de luz solar que uma planta capta, produz um número igual de elétrons, partículas dos átomos que geram energia.

Método
O estudo intitulado Alta atividade foto-eletroquímica de compósitos de nanotubos de carbono tilacóide para a conversão de energia fotossintética, utiliza nanotubos de carbono, 50 mil vezes mais finos que um fio de cabelo humano para separar estruturas na célula vegetal chamada de tilacóide - responsáveis por captar e armazenar a energia da luz solar. Essa estrutura é imobilizada para interromper o fluxo de elétrons e então os nanotubos agem como condutores elétricos, fios de energia.
Os experimentos realizados até hoje já obtiveram níveis de corrente elétrica duas vezes maiores que em sistemas semelhantes. Porém, Ramasamy informou que ainda há muito trabalho a ser feito até que esta tecnologia alcance as pessoas comuns e que muitos testes precisam ser feitos para a estabilidade de seu dispositivo.

Fonte: EcoD

Concentração de carbono na atmosfera atinge marca recorde



Na quinta-feira (9), a agência de oceanos e atmosfera dos EUA (NOAA) detectou uma concentração de 400,3 partes por milhão (ppm) de CO2 na atmosfera. Na sexta, o observatório de Mauna Loa, no Havaí, confirmou, detectando 400,08 ppm de carbono na atmosfera. Agora é oficial: o planeta Terra ultrapassou a emblemática marca de 400 ppm de gás carbônico no planeta, o limite que cientistas e ambientalistas consideram “seguro” para evitar mudanças climáticas extremas.
A concentração de carbono é medida desde a década de 1950, um trabalho pioneiro de Charles David Keeling. O resultado dessas medições é o gráfico acima, conhecido como “a curva de Keeling”. Ela mostra o aumento gradativo da concentração de carbono na atmosfera. Os “dentes” do gráfico mostram as estações do ano – a concentração sempre cai um pouco no inverno e volta a crescer no verão.
Nunca, em toda a história da humanidade, a quantidade de carbono foi tão alta. Segundo estudos de reconstrução das condições da Terra no passado, a concentração de CO2 antes da industrialização nunca passou das 300 partes por milhão. Pesquisas indicam que os homens, com a emissão de gases de efeito estufa na geração de energia, produção industrial e transporte, estão mudando a composição da atmosfera para uma configuração similar a uma época em que o ramo dos macacos ainda não tinha se separado do nosso. A última vez que a Terra viu essa quantidade de carbono foi há 15 milhões de anos. O planeta era de 3 a 6 graus mais quente do que hoje e o mar estava de 25 a 40 metros mais alto do que atualmente.
A marca é simbólica – dizer que ultrapassar 440 ppm é ruim não significa que em 399 ppm estava tudo bem. Mas o recorde evidencia o atual estado de paralisia das políticas de combate e mitigação dasmudanças climáticas. Mesmo com os países do mundo se comprometendo a conter o aquecimento em apenas 2 graus, os governos não estão fazendo a sua parte. As negociações climáticas estão travadas, o comércio de carbono europeu dá sinais de que não funciona e poucos países do mundo parecem realmente interessados em agir. O resultado é que continuamos caminhando para um mundo 4º C mais quente.
(Bruno Calixto)